31 de janeiro de 2010

Fragmentos (Ou Quando Conheci O Amor).

[...] Quando conheci o amor – a coisa-amor – ele me apareceu na forma de um mágico e suas vestimentas eram feitas de dúvidas, eram feitas por mim. Eram minhas dúvidas e receios sobre o mundo (do amor?) do amor. E era desnecessário. Pois o mágico vinha claro e aberto, mas não gosto de nada nítido, por isso o vesti e inventei a dúvida. Eu acreditava nelas. Queria ter o que descobrir e contar história.
Mas a coisa-amor se mostrou receptiva e aderiu minha vestimenta como uma segunda pele, deixando de ser mágico, ou o amor. Virou um mistério.
Eu olhava com orgulho a minha obra de arte, sim, julgava ser minha, porém, ela criou vida própria e se colocou no meu altar, ali, bem longe, para ser adorada – e para me tentar. Minha tarefa era dizer amém ajoelhado não mais no milho, mas na brasa. Bobo que sou, era tudo criado por mim.
Mas eu peço clemência, paciência e compreensão. Era a primeira vez que me lançava ao mundo enquanto pessoa que ama, ou pessoa que quer amar mais que tudo. Um adolescente sem forma que precisava de um abrigo ou coisa parecida. Eu queria mais que tudo conhecer. [...]

* Este é um trecho de um longo texto meu que ainda está em construção. Chama-se "Fragmentos" porque começou como diversas anotações que fui agrupando. 

25 de janeiro de 2010

Diário de bordo do bailarino.

As férias acabaram. Melhor: as férias finalmente acabaram! É hora de colocar o corpo em atividade. E como é bom!
Hoje participei de um curso de férias que está acontecendo na academia em que danço com a bailarina Liris do Lago. Linda! Bailarina.
A aula foi de dança contemporânea - duas horas de aula apenas - e adquiri coisas para levar pela minha vida inteira. Noções de respiração, contração, expansão, sentimento, dança.
Centro - palavra presente na vida de todo bailarino contemporâneo.
"Nós sabemos que o bailarino é contemporâneo quando ele entra. Ele anda com o centro."
Além deste, muitos conselhos verdadeiros, sinceros.
Exercícios que estimularam minha autoestima, muitos acertos. Dificuldades? Muitas! Acompanhada de muitos erros também - mas é assim. É assim.
E durante os exercícios, com um constante gelo na barriga, eu percebi o quanto sou feliz ali. Na sala de dança, cercado de pessoas com o mesmo propósito, dando e recebendo energia, trocando informações - dançando.
Todos os posts que eu fizer com o título Diário de bordo... serão diferentes. Vi num site que o diário de bordo é um precioso auxiliar de navegação. É o local onde se anotam e registram diversos fatores que ocorrem numa viagem. Pois bem, nestes posts irei descrever minha viagem pelo mundo da dança, para poder me lembrar mais tarde de tudo que passei, tudo que vi, tudo que vivi, tudo que aprendi. E poder compartilhar isso com vocês me deixa muito feliz! Obrigado.

* Peço perdão pela demora, mãe estava viajando e eu estava sem internet. Agora estou de volta! Beijos

16 de janeiro de 2010

Algumas palavras e uma controvérsia.

É um nada. Um, não. São vários e todos em minha superfície. A casca.
E depois, somente eu consigo enxergar além da casca. Consigo enxergar porque sou eu, ou talvez porque a situação me permite/obriga.
(esqueci onde guardei minha venda – mas ela não me serviria de muita coisa)
Só percebo que não há um vazio quando absorvo estas palavras e elas pesam no estômago.
As palavras me são.
Isso me deixa orgulhoso e me faz pensar no que as fizeram existir, as palavras. Vem-me o que me faz fazê-las existir mesmo não sabendo ao certo quem as sopra em meu ouvido. E desta vez não há nada de espiritual em jogo.
Ah, graças aos céus por isto.

* Esse texto me causa certo estranhamento. Existem coisas implícitas que só eu poderia entender, mas também há muita coisa aí que nem sei explicar. Foi num momento que me sentia vazio, mas ao buscar mais a fundo e escrevendo, descobri que alguma coisa ainda estava lá, como defesa. Às vezes ainda me sinto vazio. Mas confio no Sr. Tempo. É questão de esperar. Me aguardem!!!

11 de janeiro de 2010

Meu não-romantismo.

O que me vem à mente?
Ideias, ideias, ideias – passos.
E meus dedos doem quando penso.
(quando penso, escrevo)
Eu sempre penso.

E tudo circula.
Eu não quero mais pensar naquela pessoa que tomou minhas noites.
Eu não quero e não penso.
O que quero acontece – é a força.

Tomo cuidado com repetições de ideias – e com a vontade de sofrer.
Sofrer é deliciosamente bom.
É orgasmo.
Orgasmo que nasce do peito.

No meio.
Alma e vozes... alma.
Fico com a alma e deixo as vozes de lado.
Vozes minhas.
Todas – e me surpreende a quantidade.

Sou vários momentos.
Pedaços de mim espalhados no tempo.
Eu olho e não me assusto com o que vejo.
Ninguém se assusta com um espelho a não ser que – deva?

Devo ter medo de minha imagem (?).
Afirmação que me interrogo.
E sou incapaz de resposta, mesmo que me soprem.
(escutas?)
Sou incapaz até de – várias coisas.

Muitas, fucking God, muitas.
São muitas perguntas, parem.
Preciso de tempo? É isso que direi?
É isso que direi... porque é isso que não quero ouvir.
Direi antes, bem antes.

Essa estrutura eu escolhi porque me agrada.
Faço tudo que me agrada e não dependo de muita gente.
Sou dependente de mim mesmo.
Ou da minha mente.
Não digo coração, pois seria romântico demais.

Adeus, romantismo barato existente há tempos em mim.

* Não costumo escrever nessa estrutura, mas o texto me ocorreu assim. Então, permiti.
** TO COM UM PROBLEMA NO PC, MAS LOGO RESOLVEREI E PODEREI LER O BLOG DE VOCÊS NOVAMENTE. BEIJOS!

6 de janeiro de 2010

Tanto-tanto-tempo-tempo.

É um tanto-tanto de coisa que eu estou sentindo aqui agora que parece não haver espaço nem pra entrar ar nos pulmões; que eu fico me perguntando – o que fazer o que fazer? – e nem é situação de vida e morte. É questão de pensar e pensar que não tenho tempo  - e que preciso é de tempo, tempo pra esvaziar tudo isso aqui, entende? E a resposta desse tudo-tudo deve ser dada agora, meu Deus, tanto tempo que eu tinha pra resolver toda a história que nem sei mais o que é melhor. Daquela vontade de explodir que eu já falei nas minhas outras coisas, ai ai, fazer, a gente sempre tem que fazer. Pudera eu não fazer nada e viver assim respirando, respirando e só ter que pensar no que comer. Mas é coisa que eu não posso ignorar e mesmo sabendo do arrependimento lá na frente – quase consigo vê-lo – é o que eu devo fazer, então eu vou. Porque o tempo-tempo gosta de brincar, tempo-tempo gosta de - acabou-se o tempo!

* Ok, galera, este texto é meio insano, sei lá. Mas é  o que eu to sentindo e não serei falso comigo mesmo: estou sendo esmagado pelos meus pensamentos e pelo Sr. Tempo. E eu preciso de - TEMPO! Irônico, não? Enfim, to indo viajar amanhã (quinta-feira) e só volto no domingo. Então, é isso aí! Beijo pra quem fica.
** Acabei nem indo viajar.

4 de janeiro de 2010

Devo chamar de inspiração? Talvez não...


Tenho estado muito pensante e isso vem me preocupando.
Ontem, como sempre faço antes de dormir, fiquei lendo um pouquinho esperando o sono vir. Desisti, porque lendo é que ele não viria mesmo, tamanha era a minha entrega ao livro. O fechei e coloquei na cômoda, apaguei a luz e me deitei.
Aí começa lentamente.
Primeiramente, frases soltas. Soltas e sem nexo algum, cantadas. Fico inquieto, levanto, acendo a luz – papel e caneta na cômoda. Aprendi que economizaria tempo e frustração estando sempre preparado. Anoto sem entendê-las, deixo tudo de lado, apago a luz e me deito novamente.
Depois, mais frases soltas cantadas, mas num ritmo frenético que não posso acompanhar, muito menos compreender. Viro-me de costas para a luz vinda da cozinha, encaro a parede. Penso um pouco num você que não existe – e converso.
Monto uma cena – uma, não: várias e sem ordem cronológica. Brinco de sorrir e chorar e abraçar – sentir. Me acho estúpido (por não ter um você ou por falar sozinho?) e paro.
A realidade volta, assim como as frases, mas já não reconheço minha própria língua. Minha cabeça lateja. Levanto, acendo a luz, vou à cozinha - um copo de água. Quarto, luz e cama.
Parece que tudo piora, até que acaba num estalo. Um silêncio sufocante começa a (cantar?) aparecer. E eu quero tudo de volta: frases, gritos, sons, você. Eu rezo.
Ninguém volta – e então durmo.
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Dia seguinte, manhã. Me lembro das frases soltas que consegui captar - as anotações. Eu as olho e acho que consigo transformá-las em alguma coisa.
Alguma coisa para um você que não existe.

1 de janeiro de 2010

Já se foi.




E quando a gente toma consciência - BOOM! - já se foi.
Eu não ia postar nada relativo ao reveillon devido ao meu primeiro post no blog que já falava sobre o mesmo, Dois Mil e Nove, Dois Mil e Dez... mas é inevitável - preciso dizer porque foi lindo!
Ah, como é bom ter amigos! E ter surpresas!
Estava completamente a Deus-dará nesse reveillon, não sabia o que faria, onde passaria, etc. Acabei indo com a Anne - A ANNE, COMPANHEIRA! - na casa de parentes dela, todos acolhederes, e depois fomos para o centro da cidade, ver a queima de fogos.
No meio de tanta gritaria e estouros - minha pequena oração. Um momento para me interligar ao sagrado - agradecer e pedir que este ano seja... e será.
Depois de gravar depoimentos bobos e andar no meio de todo aquele povo, fomos para minha casa - que estava vazia, pois minha mãe foi passar o reveillon em outra cidade - e chamamos mais uma companheira, a Ana - Nana - Roberta. Aquela menina é um anime!
Enfim, música, baderna, champagne, mais música, vídeos, micos, risos, até axé, por que não?! Depois, relax um pouquinho e... HAKUNA MATATA! Isso mesmo, começamos o ano assistindo O Rei Leão 3! "Olhe além do que você vê." - diz o macaco filósofo. E foi o que fizemos.
Seis horas da manhã, estávamos lá, num morro que nunca tinha ido do meu bairro com uma vista linda! Não vimos sol, nem raios de sol - mas o dia estava lá - o primeiro! - e com ele vinha toda PO SI TI VI DA DE de 2010!
Só faltaram algumas coisas, pessoas. É uma pena não ter encontrado os companheiros do reveillon passado. Faríamos uma farra ainda maior em casa. Mas tudo bem - 2010 não é só primeiro de janeiro, é?
E é isso aí - que venha 2010? Pois veio - com toda sua força!

* Da esquerda para a direita: Anne, Ana e eu. Primeiro de Janeiro de Dois Mil e Dez, 6:30am.