28 de dezembro de 2009

Sobre dançar.




Em outubro de dois mil e nove, no auge da minha paixão pela dança, quando nada mais ocupava a minha mente além das movimentações das novas coreografias, do sabor delicioso de palco que permaneceu em mim após um espetáculo realizado em setembro com bailarinos – e mais do que isso, amigos - excelentes e da ansiedade pelo espetáculo de fim de ano da academia em que estava dançando, não poderia pensar em escrever outra coisa que não fosse sobre dançar:

“Talvez o que me encanta seja fato de poder me comunicar sem usar a fala. E mesmo que eu fale enquanto danço. A fala é só mais uma ferramenta. Porque o que interessa ali, é meu corpo gritando ou sussurrando algo. É meu corpo sorrindo e chorando através dos poros. É ser a notação musical de uma partitura humana. Ser regido por um maestro desconhecido ou íntimo. Ser um livro aberto para que todos leiam – ou o ler para todos. Desenhar o que se sente e ter a escolha de pintar ou de deixar em giz. Não sei. Talvez o que me encanta seja o fato de que ali eu posso ser.”

E é tudo verdade. Ali – e talvez somente ali – eu posso ser, sem medo nenhum, sem pudor nenhum, sem receios. Quando danço eu me sinto completo e minha alma se faz palpável.

* Esta foto é do “eterno reverance” do espetáculo “Os Contemporâneos”, realizado no dia 18 de setembro de 2009. Estas pessoas fizeram parte do meu ano inteirinho me deixando cada vez mais sedento por dançar, dançar, dançar. Experiência maravilhosa – eu os amo muito.

25 de dezembro de 2009

Dois Mil e Nove, Dois Mil e Dez...

Pois é, mais um ano que se encerra. Uma data especial? Sim, com certeza. Porém, mais do que especial para mim.
Dois Mil e Nove – o ano das descobertas, do conhecimento, da abertura da minha alma para o mundo. Um ano para sentir.
Como este ano foi perfeito para mim, meu Deus! Repleto de desafios, sim. Desafios que consegui superar com sabedoria.
Um ano em que sofri, mas cresci. Eu me entendi – e me aceitei. E coloquei em prática os desejos mais sombrios e inimagináveis da minha alma.
Eu aprendi a amar. E conheci o lado obscuro do amor. Não, não me queixo... não há arrependimentos. Sei que esta é só uma das muitas faces do amor e terei tempo para conhecer as demais.
Também aprendi a ter o controle e desta forma, experimentar, experimentar...
E tive a confirmação. Confirmação de que não respiro sem a arte! E que ela fará parte de toda a minha vida.
Mas, é claro, até a arte nos trás surpresas e assim, descobri meu dom. A dança! Eu que pensava em atuar, e a busquei como mero instrumento do ator. Apaixonei-me... e é essa paixão que vai mover esse novo ano.
Devo agradecer aos céus pelos bons ventos e oportunidades trazidas pelo mesmo. Aproveitei até a última gota – de tudo. E agradeço por saber a hora de parar e procurar coisas novas. Porque sempre há algo novo.

Como esse blog, que começo agora, no finzinho do ano, onde colocarei tudo que me faz bem, que me faz mal, que me inspira, que eu vivo, que é meu!

Que venha Dois Mil e Dez! O ano da atividade, do foco, da prática, do hard work e de muito amor. Centro, energia, arte, saúde, fé, harmonia, AR! DANÇA! 
Viver e ser! Ser o que se é, sem medo algum.